giovedì 18 maggio 2017

Sirmione na primavera - com calor e com amizade


Pra quem passa sempre por aqui, essa não é a primeira vez que vou a Sirmione. Em fevereiro desse ano, eu e João fomos lá e foi lindo, dê uma olhada aqui pra conferir o passeio e a história da cidade.

Essa foto com o castelo é pra responder você aí que quer saber porquê voltar se eu já conheço a cidade! Sirmione é uma península no sul do lago de Garda e esse castelo guarda a única entrada para a cidade, que ainda conserva o charme original - mesmo lotada de hotéis e restaurantes de luxo!

Dessa vez, voltei com uma amigona que não conhecia a cidade e fiz questão de mostrar tudinho! Mas mesmo pra mim, tudo foi novidade... A cidade fica completamente diferente com o calor, as pequenas praias lotadas de adolescentes alemães desfilando sua brancura imaculada, as ruelas cheias de chineses e suas máquinas fotográficas frenéticas, as sorveterias com vitrines hipnotizantes...

Entramos nesse castelo para conhecê-lo e também para fazer fotos lá de cima da torre. Custa 5 euros o bilhete inteiro e 2,50 com redução. Fica aberto de terça à sábado das 8:30 às 19:30 e domingo das 8:30 às 13:30hs (FECHADO às segundas feiras!).


 A vista abaixo: montanhas Dolomitas ao fundo, lago de Garda e muros do castelo.

 Vista de cima das muralhas do castelo: a cidadezinha com a colina ao fundo, que abriga uma ruína de uma casa romana.





Sirmione é isso e tudo mais. Sugiro ir até o fim da ilha pela "passagiata panoramica" e voltar pelo meio da cidadezinha. Mas não tenho muito como se perder, não!


Tire um tempo para sentar nas pedras das pequenas praias e admirar o azul do lago e a altura das montanhas.



Camilla, sua linda, obrigada pela compania, pela parceiria e pelas boas risadas!



"A gente não faz amigos, reconhece-os."
 
Garth Henrichs

mercoledì 17 maggio 2017

Scratch map

Bom, continuando no tema do aniversário de namoro, resolvi procurar um presente diferente que fosse algo significativo para nós.
Acabei encontrando o Scratch map. O conceito é simples mas super criativo: um mapa mundi onde que você raspa os lugares que já visitou. Como vocês já perceberam, eu e o João amamos viajar, então achei que seria o presente perfeito.

Comprei na Amazon.it e chegou em menos de uma semana, bem embaladinho dentro de um canudo de papelão. Ele é um charme, mas achei que merecia um colorido.

Peguei meus papéis e utensílios de scrap e vou mostrar pra vocês o resultado final.


 Minha paixão foram essas bandeirolinhas coloridas! Não requer prática nem habilidade e ficam um charme.
 Aqui a cima, um close no detalhe que eu fiz com uma foto nossa que eu amo.
Abaixo, no mapa do Brasil, fiz uma seta no lugar de Florianópolis, já que nossos amigos italianos sempre perguntam onde é!
 Na Europa, resolvi pôr duas flechas nas cidades em que já moramos: Mons, na Bélgica e aqui em Brescia, Itália.
Para finalizar, fiz uma colagem sobre a marca da empresa que imprimiu o mapa. Queria que tudo tivesse o mesmo colorido.

Por fim, minha solução para pendurá-lo na parede foi comprar um mural de cortiça do seu tamanho. Afinal, colocar numa moldura faria perder a graça de interagir com o quadro e ir raspando mais lugares por aí...




"No decorrer da viagem, Alice encontra muitos caminhos que seguíam em várias direções. Em dado momento, ela perguntou a um gato sentado numa árvore:
- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
- Eu não sei.
O gato, então, respondeu sabiamente:
- Sendo assim, qualquer caminho serve."

        - Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

Foi há oito anos

Na última sexta feira, dia 12 de maio, eu e João comemoramos 8 anos de namoro! E já que muita gente que acompanha a gente aqui não nos conhecia antes, vou contar minha versão dos fatos ocorridos há tanto tempo...

A gente não se conheceu como um casal comum, porque a gente não é um casal comum. Não teve balada, nem festa, nem amigos em comum. Também não teve Facebook, nem Tinder, muito menos WhatsApp, porque somos velhos. No nosso caso teve apenas uma coisa:  o universo inteiro conspirando para que nos encontrássemos e estivessemos juntos.

Foi num almoço de uma sexta feira qualquer, num restaurante comum. Eu tinha mil livros nos braços e a cabeça cheia do meio do semestre. Ele tinha o prato cheio. Eu, sempre desastrada, tropecei na sua cadeira, enquanto chegava até a mesa. Ele tinha o prato cheio. Eu me sentei e comi - admirando-o. Ele terminou o bife e pensou em ir embora. Me desesperei com a idéia de nunca mais encontrá-lo e da minha boca ainda meio trêmula saiu a frase mais ridícula que consegui pronunciar: "Chato almoçar sozinho, não é?".

Acredito que foi só naquele momento que ele se deu conta da minha presença. Tentando ser discreto, deu uma "conferida" e sentou-se na minha mesa. Seus olhos verdes e brilhantes me fisgaram ali, enquanto eu anotava meu telefone num guardanapo de papel.

Não, esse não foi o dia em que começamos a namorar. Mas acho que foi o dia em que nos apaixonamos. O dia em que nosso olhar se encontrou pela primeira vez, o começo das nossas vidas.

Foi mais de um mês depois desse dia, contratempos, viagens, provas deixadas para trás, que nos vimos novamente. Fomos ao cinema no CIC, vimos o pior filme de todos os tempos, saímos de mãos dadas.

"Você quer namorar comigo?"
"Eeee.. eu.. eu posso pensar?"

Em oito anos, mudanças em quatro cidades e três paises, empregos, viagens, muitas viagens, residência, doutorado, casamento, amigos, muito amigos, filhos dos amigos, sonhos, carinho, abraço. Você é meu porto seguro. Teu abraço é meu lugar no mundo.

Obrigada!
Obrigada por não desistir de mim quando eu quase desisti, por estar do meu lado quando eu mesma não estive. Obrigada pelo amor e pelo companheirismo, pelas risadas e principalmente pelos longos abraços quando as palavras faltavam. Obrigada por você estar na minha vida todos os dias, por me amar como eu sou, por entender a minha confusão.

Talvez esse post não faça muito sentindo pra vocês, mas sei que vai fazer sentido pra única pessoa pra quem realmente importa.

Eu te amo.

mercoledì 10 maggio 2017

Uma tarde de primavera em Verona

Vamos começar pela compania! Hoje não será #mariejoaonaitalia porque o João está trabalhando - alguém tem que trabalhar nessa família, né?
Há um tempo, tive o prazer de conhecer a Camilla na trilha de bike - não dá pra ser mais perfeito! E ficamos muito amigas por estarmos passando por uma situação semelhante e também porque somos muito legais - e humildes kkk

Terça feira é o dia de folga da Camilla no trabalho. Então, a gente podia estar trabalhando, podia estar limpando a casa, mas tá aqui... viajando pra Verona! Fizemos um bate-e-volta de trem e vou contar as malandragens pra vocês fazerem o mesmo e se encantarem com a cidade da Giulietta!


Resolvemos ir perto de meio dia já que choveu durante boa parte da manhã. Fomos a pé até a estação de trem aqui de Brescia e dali seguimos até Verona. Você pode olhar os horários de trem da sua cidade a partir desse link. Nosso percurso durou em torno de 30 minutos - o trem para em Desenzano del Garda e Peschiera del Garda também (ótimos passeios também!), e custou 7 euros por pessoa por trecho.

Paramos na estação Verona Porta Nova e fomos andando até o centro de Verona - cerca de 15 a 20 minutos. No percurso você já dá de cara com uma das portas antigas da cidade - o que restou do seu muro original. Essa parada não tem foto porque estava chovendo... Mas parou! E seguimos até a arena.


Se você é uma amante de bicicleta (e o dia estiver bonito), é também nesse praça na frente da Arena que existem bikes da prefeitura para aluguel. Faça seu registro aqui e pague para o uso giornaliero ou de um único dia a 2 euros a hora. Abaixo o mapa das estações onde você pode retirar e devolver a sua bike.


 Essa é a linda Arena de Verona. É um anfiteatro romano construído no século I (a data precisa até hoje é um mistério em função da falta de registros). Além de belíssima, esse anfiteatro é muito conhecido por ser uma das construções romanas mais bem preservadas em todos esses séculos.


Durante o verão, ela hospeda um festival de ópera muito tradicional. Se você estiver disposto a gastar entre 100 e 200 euros por pessoa, a programação é belíssima e você pode conferir aqui.


Siga o fluxo nas ruelas da cidade e não se preocupe em procurar por monumentos. Com certeza, cada esquina guarda uma surpresa e uma vista espetacular. Os prédios antigos, os balcões, as grades... tudo surpreende e encanta!


Não deixe de comer! Na verdade, estando na Itália, não faça dieta... Além de praticamente impossível, é um verdadeiro pecado! Nossa gulodice do dia foi esse gelato. Essa foi também minha foto favorita do passeio - toda a alegria e prazer de dividir um momento com alguém que você quer bem em uma foto engraçada para mostrar pros filhos no futuro.


Seguindo os turistas na Via Giuseppe Mazzini, você passará na frente de várias lojas marcas famosas, como a francesa Louis Vuitton e a italiana Gucci.
Mesmo não sendo grande fã, dê uma entrada na loja da Disney, um pouco mais adiante na mesma rua. Deixe a criança que existe em você se deliciar com as bonecas, pelúcias, fantasias e tudo mais.


Continuando, dobre à direita na Via Capello e encontre a famosa casa da Giulietta que, embora não carregue nenhuma prova de que os Montecchios e os Capuletos realmente tenham morado por ali, atrai muitos  visitantes. A construção da casa se iniciou no século XVIII, e talvez tenha sido de propriedade dos Cappellos. No interior da construção existe uma estátua de bronze de Giulietta, afrescos da peça, e um balcão com um pouco da biografia de Shakespeare. Segundo a lenda, dá sorte no amor tocar o seio direito da estátua de Giulietta.


As paredes da entrada da casa são cobertas por inscrições apaixonadas de todos os visitantes de várias partes do mundo.

A Cami, que não é boba, se agarrou nas "tetas" da Giulietta pra ter muita sorte no amor!


Da famosa casa da Giulietta, retorne até a Piazza delle Erbe. Essa praça tem idade semelhante a da Arena e desde sua construção, abriga um mercado - antigamente um mercado de ervas, hoje várias banquinhas de cacarecos para turistas.

 Os prédios ao redor da praça abrigam, entre outras coisas, o palácio do comune, o Palazzo Maffei e a sede da Banca Popolare di Verona. Os afrescos chamam atenção para a beleza dos balcões cheios de flores.
Abaixo, a famosa Fontana di Madonna di Verona datada de meados do ano 300. Ao fundo, o Palazzo Maffei, do ano de 1650.

Da Piazza delle Erbe siga através do Arco della Costa até a Piazza dei Signori.

 Ali, pare para observar o Palazzo del Mercato Vechio.

Mais a frente, chegue na Chiesa di Santa Maria Antica de 1185. No seu exterior, existem várias tumbas da família Scaliger ou Scala. Muito rica, essa família foi a grande representante da cidade de Verona entre os séculos XIII e XIV.


Muito menos famosa, a casa do Romeo fica ali pertinho e vale uma visita, embora seja fechada ao público.


Na volta para a estação, ainda demos uma passada no Castelvecchio, na Corso Castelvecchio.



Na lista para a próxima visita a Verona, ficaram a tumba da Giulietta na Via Luidgi da Porto, a Ponte Pietra e uma voltinha de bike na ciclovia que margeia o Rio Àdige. Mas, infelizmente voltou a chover e tivemos que voltar.

Obrigada ao Universo por cada amigo, cada pessoa que fez parte da minha jornada. Com certeza minha vida não teria sido tão incrível se vocês não fizessem parte dela.

Campagna amica - Castello di Brescia

No último domingo, embora estivesse chovendo, resolvemos ir conferir um evento chamado Campagna Amica que estava rolando aqui pertinho, no Castello di Brescia.


Não existe berço melhor para uma campanha de slow food e alimento justo que a Itália! Os italianos são completamente apaixonados por comida e têm muito orgulho dos produtos de qualidade que são produzidos em território nacional - os famosos DOC e DOCG (denominação de origem controlada e denominação de origem controlada e garantida) que se aplicam para vinhos, queijos, presuntos entre outras coisas igualmente deliciosas.

Há pouco tempo fomos num evento semelhante em Padernello, e posso garantir que sempre que houver um eu vou estar lá! A idéia é simples mas muito inteligente: comida saudável e fresca, direto do produtor. Todo mundo ganha, não é verdade?


Havia duas opções diferentes: os food trucks e o percurso enogastronômico. Em função da chuva, acabamos indo pela opção mais rápida - mas quero voltar outro dia pra fazer esse percurso que estava muuuuito legal.

Esse percurso funcionava assim: você pagava 19 euros por pessoa e recebia uma taça que podia pendurar no pescoço numa "sacolinha" para ter as mãos livres pra falar, né? kkk

As placas indicavam os aperitivos, primeiro prato, segundo prato e sobremesas. Em cada barraca, tinha esses pratinhos prontos com comida e um vinho que harmonizava com ela. Sua missão era ir de um em um, comendo, bebendo e conversando, enquanto admirava o castelo. A idéia é mesmo ir comendo devagar, aproveitando o dia e a compania.


Como falei, estava chovendo, então fomos pras bandas do food truck. Mas é claro que aqui até isso é estilo italiano!
Pra começo de conversa, tinha um "food truck" padaria. Quer dizer, tinha um forno de pão à lenha enorme que era uma carroça! Isso mesmo! E dele saíam essas delicadezas em forma de pão!



 Nesse espaço, também ficavam os produtores locais que vendiam mel, vinhos, queijos, hortaliças...







 Tinha esse caminhão da pizza com um forno à lenha, conforme manda a tradição.


 Mas o meu preferido foi esse caminhãozinho com uma churrasqueira em cima onde faziam um salamino delicioso no pão!
 Olha nós aí com nosso almoço!

 Claro que tinha gelato, né? Esse era realmente delicioso, feito de leite fresco não pasteurizado.

Depois dessa comilança, fiquei cansada! Ainda bem que encontrei essa cadeira super confortável da nossa vizinha Luciana. A Muffin também queria subir, mas não ia ter espaço pra nós duas... 

"Não existe amor mais sincero do que aquele pela comida."
Bernard Shaw